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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Passeriformes
Subordem: Tyranni
Infraordem: Furnariides
 Sibley, Ahlquist & Monroe, 1988
Parvordem: Furnariida
Superfamília: Furnarioidea
 Gray, 1840
Família: Dendrocolaptidae
 Gray, 1840
Subfamília: Dendrocolaptinae
 Gray, 1840
Espécie: L. angustirostris

Nome Científico

Lepidocolaptes angustirostris
(Vieillot, 1818)

Nome em Inglês

Narrow-billed Woodcreeper


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Arapaçu-de-cerrado

O arapaçu-de-cerrado (Lepidocolaptes angustirostris) é uma ave passeriforme da família Dendrocolaptidae. Recebe, também, os nomes populares de arapaçu-de-supercílio-branco, arapaçu-do-cerrado, cata-barata e cutia-de-pau.

Seu nome significa: do (grego) lepis, lepidos = com escala, com marcações, com listas; e kolaptës = bicador; e do (latim) angustus = estreito; e rostris, rostrum = bicador, bico. ⇒ Ave bicadora com listas e com bico estreito.

Subespécies

Raças de dois grupos, aparentemente miscigenando gradualmente ao longo de uma vasta zona de contato que se estende do leste da Bolívia até o sudeste do Brasil: os membros do grupo angustirostris (que inclui as ssp angustirostris, praedatus, certhiolus e hellmari) são mais marrons acima e mais rajado em baixo, porém os do grupo bivittatus (que inclui as spp bivittatus, griseiceps, coronatus e bahiae) são mais rufescentes acima e marcadamente sem raias em baixo. A determinação geográfica da variação na plumagem se complica por uma marcada variação individual, relacionada à idade e a diferenças sassonais. Atualmente são reconhecidas oito subespécies:
L.a. griseiceps (Mees, 1974)
L.a. coronatus (Lesson, 1830)
L.a. bahiae (Hellmayr, 1903)
L.a. bivittatus (M. H. K. Lichtenstein, 1822)
L.a. hellmayri (Naumburg, 1925)
L.a. certhiolus (Todd, 1913)
L.a. angustirostris (Vieillot, 1818)
L.a. praedatus (Cherrie, 1916)
[Fonte: Handbook of the Birds Of the World, 40]

ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

Características

Tem cerca de 20 centímetros. É inconfundível pelo branco muito vivo da faixa supra-ocular e das partes inferiores.
Sua voz caracteriza-se por um chamado melodioso “djü-rüt” e por melancólicos tremulantes assobios, “drüiü”.

Alimentação

Encontra seu alimento com a ajuda do seu bico enquanto fuça nos troncos e galhos, em bromélias, em postes de madeira e em mourões de cerca. Come principalmente insetos, como formigas, besouros e lagartas de borboletas, além de aranhas, escorpiões, moscas, pererecas, girinos e lagartixas.

Reprodução

Nidifica em árvores velhas, usando em geral ocos abandonados por pica-paus. Reveste a cavidade com folhas e cascas de árvores, e aí põe dois ovos branco-puros.

Associa-se, após a quadra reprodutiva, a bandos mistos de pássaros. É encontrado quase sempre aos casais.

Hábitos

Vive no cerrado, na caatinga e em lugares abertos, com árvores esparsas.

Este pássaro tem o hábito de subir pelos troncos das árvores, agarrado pelos pés, enquanto enfia o bico em fendas e por baixo das cascas; chegando numa certa altura, voa para baixo e pousa na base de outra árvore, recomeçando a escalar. Vive sozinho ou em casais. Arborícola, movimenta-se com freqüência sob galhos horizontais. Do alto deixa-se cair, de asas e cauda abertas, para recomeçar a subida, ou dirige-se, da copa, em voo rápido para árvore mais distante. Voa silenciosamente. Revela seu nervosismo sacudindo as asas; quando ameaçado esconde-se por detrás dos troncos com as asas entreabertas. Também vem ao solo para beber água. Arapaçu bebendo água

Distribuição Geográfica

Pode ser encontrado nas savanas do Suriname, Uruguai, Argentina, Paraguai e Bolívia. No Brasil distribui-se de Marajó ao restante do país extra-amazônico.

Distribuição Geográfica Subespécies

L.a. griseiceps (Mees, 1974) - Conhecida como um tipo endêmico no S do Surinam (a Savana de Sipaliwini), porém populações no lado N do baixo Rio Amazonas no N do Brasil (E Pará, Amapá) parecem representar estas subespécie.
L.a. coronatus (Lesson, 1830) - NE do Brasil desde S e E Maranhão E até N Piauí, S do Tocantins and NO da Bahia.
L.a. bahiae (Hellmayr, 1903) - NE Brasil no interior da Bahia (E do Rio São Francisco); populações N do Rio São Francisco desde o Ceará E até a Paraíba, S até E do Piauí e Alagoas probablemente representam esta raça.
L.a. bivittatus (M. H. K. Lichtenstein, 1822) - C e SE do Brasil (Mato Grosso E até Goiás and Minas Gerais, e S até Rio de Janeiro e São Paulo; também no Pará ao longo da margem S do baixo Rio Amazonas até o Rio Tapajós E até a ilha de Marajó) e N e E da Bolivia (La Paz, Beni, Santa Cruz).
L.a. hellmayri (Naumburg, 1925) – Precordilheira Andina do C da Bolivia (Cochabamba, Santa Cruz, Tarija). L.a. certhiolus (Todd, 1913) – planícies do E na base dos Andes no C e S da Bolivia (SO Santa Cruz S até Tarija), O do Paraguay (Alto Chaco) e NO Argentina (SE Jujuy, N Salta).
L.a. angustirostris (Vieillot, 1818) - SO do Brasil (O Mato Grosso do Sul) e E Paraguay nas varzeas do Rio Paraguay e do Rio Paraná; miscigena gradualmente com a ssp. praedatus no N & NE Argentina (O Salta, Formosa, O Chaco, N Corrientes, N Santa Fe).
L.a. praedatus (Cherrie, 1916) - N e C da Argentina (S Salta, Santiago del Estero, S Santa Fe, S Corrientes e SO Misiones, S até Mendoza, N La Pampa e NE e SO Buenos Aires), O e C Uruguay e extremo S do Brasil (O e SO do Rio Grande do Sul).

Referências

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